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DADOS HISTÓRICOS E ESTATÍSTICOS DE OURO VERDE

 

  OURO VERDE, localizado à margem esquerda do Córrego Marrecas, no espigão Peixe-Feio, região esta designada Nova Alta Paulista, foi fundada em 23 de março de 1945, pelo fundador OLAVO RIBEIRO DO VAL, que nesse intuito adquiriu   800  alqueires de terras  na  conhecida   Região  ( Zona da Mata ), na comarca de Lucélia, originando-se o nome de “Ouro Verde”, em virtude das terras serem apropriadas para a cultura do café, o “ouro verde” do Brasil. A princípio tudo foi difícil, pois não havia comunicação de espécie alguma. Como não houvesse via de acesso foram abertas várias picadas que iam ter ao local onde iniciaram as derrubadas de matas e lotearam terras a fim de abrigarem os futuros moradores do povoado. Devido a falta de comunicação tornava-se quase impossível o povoamento do lugar. Para sanar essa dificuldade, abriram estradas ligando o povoado às localidades vizinhas. Começa, então, a progredir o novo núcleo. A 7 de dezembro de 1947, frei Angélico de Roseira celebrava a primeira missa na capela onde hoje se encontra a  Matriz de Ouro Verde. com o desenvolvimento da agricultura, principalmente a lavoura do café teve início o grande surto econômico da povoação. Em face do grande e rápido progresso foi Ouro Verde - elevado à categoria de Distrito de Paz com terras desmembradas do Distrito de Gracianópolis ( Tupi Paulista ), pela Lei nº. 233, de 24 de dezembro de 1948. Foi elevado a Município, na Comarca de Dracena, com sede na vila de igual nome e com Território desmembrado do respectivo distrito e do da sede do Município de Dracena, com uma população aproximada de 800 habitantes. Ouro Verde, foi elevado a Município, pela Lei nº. 2.456, de 23 de dezembro de 1953 e  teve a sua instalação política e administrativa em 1º. de janeiro de 1954. Contava na época com 2.000 habitantes.

 

  Pelo Censo de 2000, do IBGE, Ouro Verde contava com uma população total de 7.146 habitantes,  sendo 6.343 na Zona Urbana e 803 na Zona Rural. Do total de habitantes, 3.596, são homens e 3.550 são mulheres. No censo de 2007, foi apurado uma população de 7.668 habitantes, sendo 7.053 na Zona Urbana e 615 na Zona Rural. Do total de habitantes, 3.835 são homens e 3.827 são mulheres. No censo de 2010, foi apurado uma população de 7.800 habitantes, sendo 7.176 na Zona Urbana e 624 na Zona Rural. Do total de habitantes, 3.866 são homens e 3.934 são mulheres.

 

   Sua localização geográfica obedece as seguintes coordenadas: 21º 30’ latitude sul e 51º 43” de longitude W. Gr. O clima, segundo Koppen, classifica-se como tropical, com temperatura média anual de 26,50.C e uma precipitação pluviométrica anual de 1.293mm. Quanto à hidrografia, o município é banhado pelo Rio do Peixe, afluente das margem esquerda do Rio Paraná.

 

  Com uma extensão territorial de 274 km2, diminui para 267km2, ou seja 11.033,50 alqueires, face ao parque da CESP do Rio do Peixe, sua malha viária é servida em sua maioria de estradas vicinais de terra (não pavimentadas). Tendo, segundo o IBGE a altitude de 430 metros e um clima tropical úmido com estação chuvosa no verão e seca no inverno.Seu relevo caracteriza-se como sendo suavemente ondulado, o solo é do tipo arenoso de alta e média fertilidade, favorecendo a prática das atividades agrícolas.

 

O Município faz divisas com os municípios:

- ao norte, Tupi Paulista e Santa Mercedes

- ao sul, Presidente Venceslau

- ao leste, Dracena, e

- ao oeste, Panorama

 

O Município pertence à comarca de Dracena.

 

No Sistema Viário, conta com as seguintes ligações:

 

RODOVIÁRIAS:  

com a Capital, do Estado, pela SP-294, via Dracena, 664 km

com Dracena - 17 km

com Panorama - 32 km

com Santa Mercedes, via vicinal Caic - 18 km

com Presidente Venceslau, via SP-563 - 60 km

com Presidente Prudente via SP-563 e Raposo Tavares – 119 km

com São Paulo via SP-João Ribeiro de Barros e Castelo Branco – 664 km

 

FERROVIÁRIA: com a Capital do Estado - 656 km

 

RIO  E CÓRREGOS

 

O Rio do Peixe localiza na divisa com o Município de Presidente Venceslau, que por motivo da construção do Reservatório da UHE Sérgio Motta ( Porto Primavera ) a sua margem transformou-se em Parque Estadual para preservação ambiental.

 

São vários os córregos de cortam o município, tais como: Itambí, Marrecas, São Bento, Apiaí e Capivara.

 

PRODUTOS AGRÍCOLAS CULTIVADAS

 

De acordo com o levantamento agropecuário da APROVERDE, a Associação dos Produtores Rurais de Ouro Verde, a produção agrícola é comercializada da seguinte forma:

 

- O feijão: é comercializada diretamente na Bolsa de Mercadorias &Futuro de São Paulo e com cerealistas nas cidades de Dracena, Junqueirópolis e Tupi Paulista.

- O milho: 35% fica no município para alimentação de animais (suínos, aves, muares, etc.), os outros 65% são comercializados.

- O café: é vendido para beneficiadores situados em Dracena

- A borracha: é comercializada com as usinas de beneficiamento na cidade de Parapuã

- cana de açúcar industrialização nas usinas de álcool e açúcar.

 

PRODUÇÃO PECUÁRIA MUNICIPAL

 

O rebanho bovino de leite.

 

PRINCIPAIS PRODUTOS COMERCIALIZADOS

 

- mobiliários (móveis e madeiras)

- vestuário, calçados e artefatos de tecidos

- produtos alimentares

- metalúrgica(grades e portões de ferro)

- minerais não metálicos (tijolos, blocos e lajotas)

 

TIPOS DE INDÚSTRIAS

 

O Parque Fabril de Ouro Verde caracteriza-se como sendo predominantemente jovem, do total das indústrias existentes, 60% foram constituídas na década de 80, principalmente a partir de 1986, quando teve início a implantação da indústria de cerâmica vermelha. O surgimento dessas atividades no município, foi favorecido: pela estabilidade da economia do País (plano cruzado), retomada do crescimento do setor de construção civil, proximidade da matéria-prima (argila e lenha), disponibilidade de mão-de-obra, bem como pela participação do poder público municipal que, através de criação de leis de incentivos (isenção de impostos, distrito industrial, doação de lotes, etc.), muito contribuiu para o crescimento do setor.

 

PONTOS TURÍSTICOS

 

Não há nenhum ponto turísticos no município.

 

EVENTOS

 

No mês de aniversário de fundação do Município ( março ), na 2ª. quinzena, realiza-se a tradicional FESTA DO PEÃO DE BOIADEIRO ( 23ª. Edição ), no período de 22 à 25 de março de 2012. Na festa do Peão estima-se um público de aproximadamente 12 mil pessoas no período da festa.

No mês junho de 2010,  com a realização da FENORD – FESTA NORDESTINA,  estimou-se um a presença de aproximadamente 6.000 pessoas, durante a realização do evento.

O Centro Cultural de Ouro Verde anualmente promove o “Recital de Fim de Ano”

 

 

GASTRONOMIA

 

A cidade não possui nenhuma atividade gastronômica ( restaurante – comida caseira )

 

MEIOS DE HOSPEDAGEM

 

Possui somente um hotel “HOTEL OURO VERDE “

                                  

PERSONALIDADE OU PESSOA DE DESTAQUE NO LOCAL

 

Não há nenhuma personalidade ou pessoa de destaque

 

BENS TOMBADOS

Não há nenhum bem tombado historicamente

 

AEROPORTO

 

Não há nenhum aeroporto

 

 

VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO

 

Rádios Regionais e Comunitárias; jornais da Região e da Capital. TV’s Regionais e da Capital.

 

CRECHE

 

Existe uma Creche Municipal “Carrossel”

 

NÚMERO DE ESCOLAS

No município existem quatro escolas, das quais três são municipais e uma estadual.

Curso de pré-escolar: EMEI “Aurora Dalva Arantes de Carvalho”

De 1ª. à 4ª. séries(Ensino Fundamental): EMEF “Profa. Júlia Roseira Jerônimo”

De 5ª. à 8ª. séries(Ensino Fundamental) EMEF “Profº. Nelson de Paula”

Ensino Colegial(Ensino Médio): EE “Ferdinando Ienny”

 

 

CULTURA – O RESGATE DA CIDADANIA

 

   O CENTRO CULTURAL DE OURO VERDE  é um projeto sem similar em toda a região da Nova Alta Paulista, que distingue e engrandece o município de Ouro Verde por dois motivos: o seu alcance sócio-cultural e por ter originado o Projeto Guri. De um lado, propicia que crianças e jovens carentes tenham acesso à arte e forma mão-de-obra altamente especializada, e, de outro lado, despertou o interesse da Secretaria de Estado da Cultura, que hoje mantém 9.300 pequenos músicos integrados ao Projeto Guri, nos 31 pólos culturais existentes em todo o Estado de São Paulo.

   A idéia que originou o Projeto Guri surgiu com a criação do Centro Cultural, em dezembro de 1990.. Mais do que permitir o contato de meninos e meninas com a arte, também visava a democratização do acesso aos meios de produção cultural, especialmente a música. O Centro Cultural possui museu histórico, Biblioteca com acervo de 6.000 títulos, auditório para 200 pessoas e 12 salas para aulas de música, onde 568 alunos estão matriculados em 22 cursos instrumentais, que vão desde violão e bateria, até oboé e bombardão.

   Estes alunos devem seguir os passos de outros 1.200 já formados pelo Centro Cultural de Ouro Verde – muitos dos quais viraram professores de música, regentes de orquestras e lutiers ( profissionais que fabricam instrumentos musicais na única lutheria de toda a região ). Da seleção destes alunos, foram criados vários grupos musicais, incluindo a orquestra nos moldes de uma sinfônica.